sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Believe ♥

"Estás a ver ali no fundo a paisagem? Então agora fecha os olhos, dá-me a tua mão ♥
Vais ter de confiar em mim. " De manso levei-o até ao que parecia ser o ponto mais alto da montanha, de lá, tudo se via, o rio, as casas, as àrvores, tudo o que manifesta-se vida, e eu, eu apenas sentia que a minha vida estava ao meu lado, de mão dada a mim. Era ele a minha vida. Era por ele que eu arriscava subir ao topo da montanha mais alta, sem medo de cair, e mesmo que tivesse não me manifestava porque ele era a minha base, a minha segurança e eu sabia que eu era a dele, não pudia cair porque sabia que ele viria comigo. Nunca suportei vê-lo «falcatruar» uma queda, apesar de saber que de tempos em tempos isso acontecia, mas sempre tive força para dizer-lhe, sim querido podes levantar-te, eu estou aqui, mas vê-lo cair, nunca assisti a tal acontecimento, o que sempre me fez pensar que continuava a fazer bem o meu trabalho. E espero que isso seja a realidade.
Continuando, levei-o para a beirinha até que ele senti-se uma folga no que parecia ser os ténis favoritos dele, daquele azulão que ele tanto gostava, e abrir os olhos. Nesse momento ele teve medo mas sentiu-se seguro. Viu a vida passar-lhe a frente dos olhos, sentiu o coração parar mas olhou-me nos olhos e senti que ele também sentia que eu era o ponto de abrigo dele, que nunca, jamais o deixaria cair. E aí ele percebeu, abraçou-me, senti a lágrima dele deslizar pelo meu pescoço, e perguntei-lhe «porque choras meu amor?»
«Porque nunca ninguém teve a coragem de me fazer sentir a morte para que percebe-se que a vida vale a pena, e muito mais quando é vivida do teu lado» e desde aí, eu, continuei a ser o que ele chamava, a pequena cucuzuda dele, porque por mais quedas que eu desse, mais lágrimas que derrama-se, o quanto ele me fazia sorrir e me mostrava, me fazia amá-lo cada vez mais e quem sabe, um dia levá-lo ao evereste e dizer, sim amor chegámos aqui. FIM.

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